quinta-feira, 31 de maio de 2012

Intergastro & Trauma 2012 - um verdadeiro Projeto em equipe!

A Comissão Organizadora do Intergastro & Trauma agradece a todos que participaram da 
edição de 2012 : 
Coordenadores, pelo empenho em elaborar uma programação científica que atendesse a demanda de capacitação do profissional do interior, aos fornecedores, parceiros e apoiadores, aos patrocinadores que investem, acreditam e tornam viável esse Projeto, e especialmente aos participantes, a razão de ser do Intergastro & Trauma!

A todos, nossos agradecimentos!
Até 2013! 


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Como Otimizar os Benefícios do Vinho - Ciência e Saúde no encerramento do IG&T 2012.


A Conferência de Encerramento do INTERGASTRO & TRAUMA 2012, com Dr. Miguel Hatsumura, médico cardiologista e cirurgião vascular e também presidente da ABS – Campinas (Associação Brasileira de Sommeliers), aliou saúde e ciência ao compartilhar com os presentes "Como Otimizar os Benefícios do Vinho para a Saúde”.

Dr. Miguel inicia apresentando alguns estudos que demonstram que o vinho é capaz de reduzir entre 40% os riscos de doenças cardiovasculares se consumido regularmente e nas quantidades indicadas.

Mas afinal, o que é o vinho? 
É o resultado de um processo químico, que envolve fermentação alcoólica. Seus componentes podem chegar a 1.000, sendo o principal deles a água (o vinho possui de 80 a 85% de água pura em sua composição), além de álcool etílico, açúcar e taninos: compostos polifenólicos e flavonóides, entre eles o destaque para o Resveratrol (antibiótico natural que a uva produz para sua própria defesa e um dos componentes que contribuem para a promoção da saúde).

O vinho tinto, se consumido com moderação, nas doses indicadas, (2 taças ao dia para os homens e 1 taça/dia para as mulheres), traz efeitos benéficos, entre eles: possui efeito antioxidante (combate radicais livres), reduz  LDL colesterol (o ruim), aumenta o colesterol bom e reduz a agregação plaquetária. Basicamente o efeito de proteção dos polifenóis atua diretamente na redução do envelhecimento celular. 

Por outro lado, em caso de consumo abusivo, vários malefícios entram em ação, como: a embriaguez, ressaca, violência, acidentes, alcoolismo (dependência), desagregação familiar e social, degeneração celular – distúrbios mentais, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, pancreatite e cirrose hepática, câncer, entre outros.

Na Cardiologia atual a tendência é utilizar cada vez mais pílulas, indicadas de acordo com a necessidade do paciente, por exemplo: uma estatina (para controle de colesterol), uma pílula para hipertensão, um anti-agregante plaquetário (para prevenir fenômenos cardiovasculares: enfarte, AVC, tromboses), um beta-bloqueador (para proteção miocárdio), etc. A tentativa é reunir estas medicações em uma só pílula = a polipílula (polypill).

Por outro lado, um estudo realizado na Holanda tenta introduzir o conceito da polymeal (polirefeição, numa tradução livre) que traz a intenção de unir vários tipos de alimentos de uma forma mais natural, mais segura, e certamente muito mais saborosa do que a polipílula. Com ela, pode-se reduzir as doenças cardiovasculares em até 75%, incluindo o vinho.

Mas é possível otimizar ainda mais os benefícios do vinho? Como?

  • Combatendo os radicais livres – Evite fumo, stress, poluição, álcool, exposição aos raios UV...     
  • Aumento dos antioxidantes – Baseie-se no conceito da Dieta Mediterrânea (muito rica em antioxidantes) que é baseada em frutos do mar, frutas, verduras e azeite... e vinho!
  • Considerar o vinho como complemento alimentar não apenas uma bebida.
  • Consumir alimentos que podem otimizar os benefícios do vinho, entre eles: Alho, Café, Castanhas, Chocolate, Tomate – todos possuem efeito antioxidante.
Para saber como otimizar os benefícios do vinho para a saúde, confira a seguir as indicações e quantidades recomendadas de consumo para cada alimento:

Chocolate Amargo  
Quanto maior a percentagem de cacau (mais amargo), melhor!
Dose: 30 a 100g/dia dependendo de cada individuo.
30g = 2 "quadradinhos"

Café 
Contem Polifenóis Antioxidantes, mas uma observação: dê preferência a cafés feitos com filtro de papel ou pano, que evitam transmitir substâncias que podem aumentar o colesterol.
Dose: 3 x 150 ml

Castanhas 
 Ricas em Ácidos Graxos Monoinsaturados, Poliinsaturados e Antioxidantes
Dose: 2 a 3 castanhas por dia.

Alho
 Absorve os antioxidantes e pode reduzir hipertensão e problemas de colesterol.
Dose: 1 dente de alho/dia, e o melhor é o frito

Tomate
 Consumo mais indicado na forma de molho de tomate – melhor absorção com azeite
Fonte rica de antioxidantes –  pode reduzir em 23% câncer de próstata.
Dose: 2 x / semana
Peixes Ricos em Omega 3
Preferencialmente os peixes de água fria
  Reduz LDL e aumenta HDL
Dose: Consumir 4 x / semana


 Frutas e Vegetais 
Fonte variada de antioxidantes, vitaminas e sais minerais.
Dose: 400g/dia





Dr. Miguel encerra deixando uma mensagem final, baseada na Campanha   O futuro promete. Eu quero chegar bem lá!,   um incentivo para que os profissionais valorizem sua saúde, com uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas. A campanha é promovida por algumas entidades conjuntamente, entre elas:  AMB + CFM + ABP.











*nossa recomendação:
- Se for dirigir, não beba. 
- Procure seu médico ou nutricionista e converse a respeito desse tema, eles podem indicar a melhor alimentação a você e confrmar se poderá incluir o vinho em sua rotina como alimento funcional.
Saúde!

Para maiores informações sobre vinhos e a ABS Campinas, acesse: http://www.abs-campinas.com.br/

Na Jornada de Nutrição, palestra sobre Obesidade Infantil traz muitas dicas aos participantes,


Nutr. Denise Marco
(CIN Centro Integrado de Nutrição/SP)
 
 A Jornada de Nutrição em Aparelho Digestivo e Trauma contou com a presença da nutricionista Denise Marco (CIN Centro Integrado de Nutrição – São Paulo/SP) para abordar suas considerações a respeito da Obesidade na Infância e Adolescência: Aspectos Práticos da Nutrição Clínica.

A palestrante iniciou sua apresentação discutindo com os participantes as causas da obesidade. Entre elas, podemos destacar a predisposição genética , desequilibro energético, meio ambiente, fatores sociais e inclusive o  desmame precoce.


Se pensarmos no acesso a alimentos altamente calóricos e menor prática de atividade física que observamos na maioria das crianças atualmente,  pensamos: Qual será o futuro diante das novas tecnologias? 

Pois é necessário um gasto de energia para evitar a obesidade e infelizmente as crianças passam muitas horas diárias em atividades que não demandam consumo de energia significativo, como TV, jogos eletrônicos, computador, etc.

Outro aspecto a ser considerado é a  mudança no tamanho das porções de alimentos industrializados e de fast-food comparado há alguns anos atrás. ( vide imagem).

O Tratamento de Obesidade Infantil deve ser baseado na Educação Nutricional, ajustando e introduzindo aos poucos uma alimentação saudável na rotina da criança. Para isso, o apoio da família é essencial para o sucesso do tratamento.

O profissional deve sempre ter em mente uma estratégia educativa, individualizada, quais os problema que a criança enfrenta e suas preferências.

O profissional deve começar com uma entrevista inicial. Nesse momento, estabelecer um bom relacionamento com a criança é fundamental procurando conversar e apresentar as informações de uma maneira lúdica. Muitas vezes o profissional dirige a conversa apenas à mãe, e não à criança. Mas dependendo da idade, ela já tem condições de entender.  

Algumas dicas podem favorecer o vínculo entre o paciente e o profissional, tornando a ida ao consultório agradável:
  • Aproveitar a fase dos porquês, explicando a importância de cada alimento para sua saúde e desenvolvimento.
  • Comparação de seu crescimento com a construção de uma casa , onde os tijolos são os alimentos que ela precisa para crescer e se desenvolver com saúde.
  •  Outro exemplo lúdico que pode ser utilizado é a relação entre o  carro e a gasolina: O carro precisa da gasolina (alimento) para se movimentar . Porém, se não andar com o carro, o tanque fica cheio, ( gordura fica estocada) – envolver a criança de uma maneira lúdica pode contribuir com seu entendimento da importância e consequentemente para o sucesso do tratamento.

O tratamento da Obesidade Infantil deve ser precoce – quanto maior a idade e o excesso de peso, mais difícil será a reversão do quadro, em função dos hábitos alimentares incorporados e pelas alterações metabólicas instaladas.

A dieta não deve ser extremamente restritiva, pois a criança precisa crescer. Regimes rígidos são contra indicados, pois podem levar a diminuição do tecido muscular.

Verificar a possibilidade de diminuir as porções e frequência dos alimentos preferidos. Dessa forma, a criança aos poucos acostuma-se com as porções menores, e não sente-se pressionada a fazer o que não consegue ainda, o que pode desmotivá-la.

O encaminhamento para atividade física também é fundamental, pois as crianças que apenas fazem dieta tem menos chance de sucesso do que aquelas que associam a dieta à atividade física.

Alguns passos importantes a serem considerados durante o tratamento:
  • planejar – conscientizar o paciente sobre seu comportamento alimentar, ajudando-o a identificar suas práticas adequadas e inadequadas.
  • transmitir os conhecimentos básicos sobre nutrição.
  • elaborar em conjunto com o paciente seu plano alimentar, respeitando suas preferências.
  • adequar a mastigação.

Para as crianças que ainda não começaram o estirão de crescimento, o objetivo é a normalização da relação peso/ altura.  
 O profissional deve lembrar-se de parabenizar a criança e a família também quando para de ganhar peso, não apenas quando perde. Deixar claro que não ganhar também é importante.
Em todo o processo, o apoio da família é fundamental.

O profissional deve ainda avaliar se o paciente apresenta comorbidades e seu IMC. Dependendo do caso, deve encaminhá-lo para um médico que verificará a necessidade de realização de um tratamento cirúrgico. Lembrando que esse deve ser o último recurso a ser utilizado. Para isso, deve-se aguardar a maturação fisiológica e esquelética e a criança deve apresentar uma ótima saúde.

A prevenção da Obesidade Infantil e o tratamento clínico continuam sendo o melhor caminho para atenuar as sérias consequências físicas e emocionais.

Palestra: O que o Mercado Espera dos Profissionais da Enfermagem?


O que o Mercado Espera dos Profissionais da Enfermagem?
Para chegar a essa resposta, a conferencista Patrícia Carneiro Pessoa Pousa (Campinas) iniciou realizando uma dinâmica com os participantes, com o objetivo de interagirem e trocarem experiências sobre a profissão. 


Foi enfatizado que o mercado necessita de profissionais da atualidade, que conheçam suas habilidades. 


Ela utilizou como exemplo a frase:
“O profissional é contratado por seu currículo e demitido por suas atitudes.” 


O pianista/maestro João Carlos Martins serviu como exemplo e inspiração para demonstrar aos participantes a importância do aspecto comportamental . O maestro é um exemplo de superação e garra e exemplifica tudo o que profissional de enfermagem deve ser.


O  trabalho com os 3 Hs foi destacado como pontos importantes para o reconhecimento e sucesso profissional: 

  • Hotelaria (bom atendimento, boa alimentação) 
  • Hospitalidade( Gentileza, relacionamento interpessoal) 
  • Humanização (COM-PAIXÃO). 

A música de Lulu Santos: Como uma onda no mar foi utilizada como uma mensagem final para inspirar os profissionais para a prática profissional de excelência.

Enfermagem Baseada em Evidências, um dos destaques da Jornada de Enfermagem

A conferência Enfermagem Baseada em Evidências, foi bem concorrida, com a sala  repleta de participantes. A conferencista Gabriela Marchiori Carmo Azzolin (PUC- Campinas) abordou o tema de forma ampla e prática, sinalizando a importância dos enfermeiros trabalharem a partir de provas bem apuradas, realizando comparativos e estudos clínicos para chegar a um diagnóstico preciso.


Também foi abordada a importância de estudos práticos e teóricos para o desenvolvimento do profissional de enfermagem, citando a importância do trabalho baseado em cidadania, colocando o paciente em primeiro lugar.


Na sequência, Lucia Helena Lourenço Tomiato (UNICAMP) comentou sobre o Monitoramento dos Processos de Limpeza, enfatizando a importância de cada profissional no processo.


Para finalizar a conferência, Fernanda Torquato (Hospital Oswaldo Cruz) relatou experiências sobre o Sistema de Rastreabilidade.

Câncer Gástrico em discussão no IG&T 2012.

A palestra com a Dra. Renata Coundry (ICEPS – Instituto do Câncer do Estado de São Paulo)sobre Câncer Gástrico – Terapia Alvo, retomou os trabalhos no segundo dia do Intergastro & Trauma 2012.
O câncer gástrico é o 4º mais comum no mundo e a etiologia para desenvolver esse câncer é a dieta rica em carnes vermelhas, alto consumo de sal, baixo consumo de fibras e vegetais, álcool, cigarro e a hereditariedade.
Dra. Renata apresentou os casos de tratamento imunobiológicos do câncer gástrico utilizando novidades como o ToGA ( Trastuzumab).
Em seguida o Dr. Paulo Kassab (FCM Santa Casa de São Paulo), demonstrou o que há de novo nos tratamentos cirúrgicos do câncer gástrico, enfatizando as mudanças e cuidados na Gastrectomia Laparoscópica e os estudos que estão sendo feitos junto com os médicos da Coréia do Sul e Japão.
Para finalizar,  Dr. Gilmar Nepomuceno Araújo (PUC Campinas) abordou o tema -  tratamento Neoadjuvante e Adjuvante.


Painel: Fístulas Esofágicas

O Painel foi iniciado pelo Dr. José Luis Braga de Aquino (PUC Campinas) explicando sobre as Fístulas de Anastomoses esôfago-gástricas e teve sequência pelo Dr. Ricardo Kalaf Mussi (UNICAMP) que abordou o tema Fístulas Traqueo-Esofágicas, abordando inicialmente a definição da traquéia e sua função no sistema respiratório.


Em seguida  o diagnóstico feito por endoscopia e os tipos de cirurgias foram os temas tratados.

VIDEOCIRURGIA: Laparoscopia em debate

Apresentar as vantagens da técnica de Laparoscopia, foi o foco da sessão de Videocirurgia que aconteceu no 1o bloco de trabalhos no Intergastro 2012.
Primeiramente  Dr. Fabio Guilherme Caserta M. de Campos  (USP São Paulo) abordou o tema sobre acidentes no acesso à cavidade Peritonial e o que o cirurgião geral precisa saber. 


Em seguida, Dr. Gustavo Soares (Divinópolis/MG) reforçou que a Laparoscopia é uma técnica que apresenta maior vantagem para a recuperação dos pacientes enfatizando que a cirurgia laparoscópica está aumentando em todo o mundo. 


Outros temas também foram abordados , como: Úlcera perfurada -  por Dr. Arthur Avelino de Oliveira ((Jundiaí), Diverticulite aguda  - Dr. Carlos Augusto Real Martinez (USF Bragança Paulista) e Patologias ginecológicas pelo Dr. Duarte Miguel Ribeiro (São Paulo).


Considerações sobre Esôfago de Barret no IG&T2012

A Mesa Redonda, que teve a participação de Luiz Roberto Lopes (UNICAMP), Nelson Ary Brandalise (Centro Médico de Campinas), Maria Aparecida C.A. Henry (Unesp Botucatu) e Douglas Alexandre Rizzani Pereira (PUC Campinas) foi bem rica em troca de informações e experiências.
Nas palestras, foi explicado sobre o Esôfago de Barrett, que,por si só, não provoca sintomas. Os sintomas são os da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), principalmente: queimação na "boca do estômago" ou atrás do peito, regurgitação, dor ou dificuldade para engolir.
O câncer de células escamosas ocorre mais comumente em pessoas que fumam e bebem álcool em excesso. Este tipo de câncer não tem aumentado em freqüência. Já o adenocarcinoma do esôfago tem aumentado em freqüência e está associado à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
O risco de câncer esofágico em pacientes com esôfago de Barrett é bem baixa, aproximadamente meio por cento ao ano. Portanto, o diagnostico do esôfago de Barrett não deve ser razão para alarme. Ele é, contudo razão para endoscopias periódicas.

Homenagem ao Professor Dr. João José Fagundes


Ex-residentes de Medicina da UNICAMP participaram do Jantar de Confraternização, que ocorreu no sábado, logo após o INTERGASTRO & TRAUMA 2012, no Restaurante Villa Real do Royal Palm Plaza, e homenagearam o Professor Dr. João José Fagundes, professor na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.



Princípio gerais do Trauma Life Support for Nurses, no IG&T2012

Novamente a sala de enfermagem estava lotada! Dessa vez  para acompanhar as discussões da Mesa Redonda:  Princípios Gerais do Trauma Life Support for Nurses (TLSN).  A convidada Illymack Canedo Ferreira de Araújo (PUC- Campinas), iniciou sua explanação explicando sobre os mecanismos do trauma e a segurança do profissional  durante o atendimento. 
Em seguida, Ana Carolina Schiroli Pio Magalhães (SAMU Campinas) demonstrou sobre a avaliação inicial primária e secundária que deve ser realizada no paciente, enfatizando ainda a importância das avaliações sistematizadas. 

Para finalizar, César Vanderlei Carmona (Campinas) falou sobre o Protocolo e Procedimentos de Ressuscitação ressaltando  a importância do profissional saber fazer bem uma BLS e trabalhar em grupo, até a família poderá ajudar. Uma novidade destacada: a Adrenalina poderá sair do protocolo. 


Todas as explanações foram marcadas pela descontração dos palestrantes que trouxeram aos participantes informações relevantes e novidades sobre os temas.

Perguntas e Respostas: Reuso de Materiais em Endoscopia

O painel que tratou do assunto "Reuso de Materiais em Endoscopia",  no primeiro dia de INTERGASTRO 2012 foi muito interessante e suscitou discussões a partir da experiência e da realidade dos hospitais/consultórios e clínicas. O palestrante Dr. Tadayoshi Akiba (Santa Casa de São Paulo), esclareceu sobre o assunto, agregando informações úteis aos participantes.

Durante o discurso foi enfatizado que, em primeiro lugar, é preciso garantir a segurança do paciente. Os trabalhos de reuso de materiais devem ser baseados em evidências cientificas. É preciso ainda provar e documentar cada fase do reaproveitamento dos equipamentos.

Para finalizar o Dr. Tadayoshi Akiba esclareceu dúvidas sobre os procedimentos junto à ANVISA.

O atendimento pré-hospitalar e a capacitação do profissional de emergência


Enf. Rosimey Romero Thomaz
 (GRAU-SP/SAMU-SP/Faculdade Anhembi-Morumbi
) 
Com muito carisma e descontração, o enfermeiro Rosimey Romero Thomaz ( GRAU-SP/SAMU-SP/Faculdade Anhembi-Morumbi), conquistou todos os presentes  durante a palestra “Especificidade no Atendimento Pré-Hospitalar”, iniciando sua apresentação com uma reflexão:

 ”Nós devemos fazer as coisas como se elas dependessem de nós, mas sabendo que elas dependem de Deus”.

Segundo o enfermeiro, para o atendimento em Emergência  o profissional precisa de raciocínio clinico e a decisão.  É aqui e agora, precisa decidir rapidamente e intervir. Para isso é imprescindível uma capacitação focada no raciocínio, na capacidade de decisão, o que está começando a acontecer no Brasil.

Na rua, a realidade e o processo é outro, a equipe tem que estar bem coesa. Bons profissionais em sala de emergência nem sempre são bons profissionais de emergência externa. Na rua o cenário é muito dinâmico,  o suporte básico é responsável por até 90% das ocorrências do pré hospitalar.

Enfermeiro Romero traça um comparativo entre o profissional de enfermagem e o conceito de inteligência, pois certas vezes os profissionais se identificam com o trabalho no meio externo ao invés do interno. Mas Por quê? 

Para ele, essa resposta está diretamente relacionada com o conceito de inteligência, que até certo tempo atrás, era relacionado exclusivamente ao QI do individuo. A partir da década de 80, o conceito de Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner, começou a trazer as respostas: Não existe ninguém com baixa Inteligência. A pessoa pode desenvolver algum tipo especifico de inteligência.
Na questão do APH (atendimento pré-hospitalar), o profissional pode identificar-se com o trabalho em ambiente externo, isso pode ser uma questão relacionada às Inteligências Múltiplas, principalmente se for auxiliar ou técnico, pois no APH, temos muitos processos manuais.
Em relação ao processo ensino-aprendizagem, ele deve ser contínuo e começar desde o início da carreira. “Quem vê esquece, e quem faz aprende”, argumentando a importância do ensino interativo, no qual o aluno possui maior condição de absorção do conteúdo.

O enfermeiro apresentou algumas formas de capacitação, como a  AVA – ambiente virtual de aprendizagem ou ainda as  simulações realísticas.

Para ele, as simulações realísticas, principalmente as de média e alta fidedignidade são uma forma de capacitação importante, pois ensinam a teoria, integram tecnologias, desenvolvem habilidades e atitudes e desenvolvem pensamento crítico, ajudando a desenvolver reflexão e evidência, aprender com erros e trabalho em equipe. Para as simulações terem sucesso, é preciso ter um objetivo: ser realista, mensurável, atingível e observável. O Professor é facilitador do entendimento.

Nutrigenômica - tema de palestra com geneticista na Jornada de Nutrição.

Drª. Vera Lúcia Gil da Silva Lopes (UNICAMP)
Mantendo o foco multidisciplinar da Jornada de Nutrição, dessa vez os participantes aprofundaram seus conhecimentos sobre Nutrigenômica com a geneticista Drª. Vera Lúcia Gil da Silva Lopes (UNICAMP), que  Vera iniciou sua apresentação inserindo a Nutrigenômica dentro de um contexto histórico, pois na verdade trata-se de uma nova abordagem para o que se já discute há muito tempo, como por exemplo a Medicina Ayurvédica e Chinesa, nas quais o alimento é considerado muito importante para o equilíbrio do organismo do indivíduo.

Hipócrates já mencionava sobre a importância de “Ares, águas e lugares” ou seja, da dimensão da influência do meio externo para o indivíduo. “Que seu remédio seja seu alimento e que seu alimento seja seu remédio“, também é uma das frases que reflete esse pensamento.

Há 10 anos, a Epigenética já entendia que as características genéticas sofrem influência ambiental e são perpetuadas entre as gerações. Nutrigenômica não é só alimento. O  medicamento e demais fatores como  temperatura, podem  alterar embalagem e consequentemente os alimentos.


A palestrante apresentou também as características de DNA, a importância do sequenciamento automático e métodos usados para os estudos de Nutrigenômica, como a Fita dupla de DNA, responsável por regular tudo em nossa vida. Segundo ela, um gene sozinho não faz nada, ele sofre alterações de outros genes e do ambiente.

A Dra ainda apresentou alguns testes de pesquisa e de rotina, ressaltando que é preciso  conhecer o paciente e as ferramentas de genética para entender a Nutrigenômica.

Os efeitos principais no indivíduo para determinação de doenças crônicas e seus efeitos modificadores, decorrem da interação genótipo e ambiente e exemplifica: No caso de uma família com vários integrantes com Câncer de Colon , a doença pode desenvolver-se de maneiras diferentes, mesmo sendo parentes – quais são os efeitos modificadores?


Desafios:
  • ·     Nutricionais – A composição de vegetais é variável , cada região tem seu modo de preparo de alimentos, além disso, os alimentos podem ser processados inibindo ou alterando as substâncias.
  • ·         Saúde e doença – interrelações gênicas entre as famílias.
  • ·         Genética - Humanos são iguais, com diferenças
  • ·         História e cultura altera frequência gênica.
  • ·  Diversidade na análise da saúde – dieta, métodos diagnósticos, métodos de análises e possibilidades.
  • ·         Conexões da nutrigenomica com outras áreas – medicina personalizada. Regulamentada pela FDA ( federal Drug Administration)
  • ·         Qual o valor da saúde? Definir saúde a partir de biomarcadores.

Encerrou apresentou um caso de uma família – casal jovem, sem antecedentes familiares , e perdeu 3 filhos com anencefalia, que é determinada geneticamente. O tratamento da nutrigenomica envolveu acido fólico e orinetacao nutricional para a dieta da mãe, que antes era pobre em nutrientes.o tratamento foium sicesso e a mãe ficou grávida de uma menina saudável.

Workshop Multidisciplinar - Condutas em Nutrição Enteral e Parenteral


O Workshop Multidisciplinar -  Condutas em Nutrição Enteral e Parenteral trouxe aos participantes muito conhecimento e novidades sobre o tema, com a presença de convidados especialistas, que esclareceram todas as dúvidas dos participantes de uma forma bem prática.

O Workshop foi organizado especialmente para mostrar a importância do trabalho multidisciplinar no atendimento ao paciente, envolvendo médicos, enfermeiros e nutricionistas. E cumpriu seu objetivo:



Em uma manhã, todos assistiram a apresentação de casos clínicos e diversos tópicos foram abordados e discutidos - vejam alguns deles:


- Atendimento na fase Aguda
- Atendimento na fase crônica
- Infecções
- Escara
- Desnutrição,
- Indicações de Sonda Enteral – Tipos
- Indicações de gastrostomia – tipos
- Indicações de Nutrição Endovenosa
- Tipos de dieta
- Complicações
- Diarréia – Como conduzir

 Em seguida os participantes dividiram-se em grupos e partiram para os trabalhos práticos em estações envolvendo aspectos como: Avaliação Nutricional, Indicação de Terapia Nutricional (Qual?Quando?Quanto?), Prescrição de Suporte Nutricional ( Como?), Administração (vias de acesso) e Diagnóstico, manejo de Complicações relacionadas e  Apresentação de Produtos disponíveis no mercado. Confira:











Estação 1- Sondas Enterais e Gastrostomias – Técnicas, Tipos e Complicações




Estação 2 – Nutrição Enteral – Administração , Tipos e Complicações
Após a passagem ( introdução ) do cateter, são realizados testes que certificam a locação do cateter.
O RX e o teste do PH Gástrico são os testes realizados.






Estação 3 – Nutrição Parenteral – Administração, Tipos Acesso, Periférica x Central e Complicações



Estação  3: Equipo específico para Nutrição Enteral ( bomba) -  garante a segurança do paciente, pois possui uma cor diferenciada e outro tipo de conexão, evitando a instalação da dieta enteral na circulação sanguínea.







Workshop Enfermagem - Planimetria e Avaliação de Feridas

O Curso Planimetria e Avaliação de Feridas, contou com a presença de profissionais de Enfermagem – enfermeiros, técnicos e auxiliares, foi uma oportunidade ímpar para que os participantes conhecessem um método científico eficaz para avaliação e acompanhamento de feridas ( monitoramento), que pode ser implementado em qualquer local de atendimento.
Os profissionais  participaram de uma aula teórica sobre avaliação de feridas. Em seguida, dividiram-se em estações práticas , onde tiveram a oportunidade de  treinar e capacitar-se para avaliação de diferentes tipos de ferida, utilização de planimetria ( manual e digital), técnicas para registro fotográfico e dicas para acompanhamento da evolução, além da exposição de produtos utilizados para o tratamento de feridas em geral. 

                   Estação 1: Avaliação Clínica e Sistemática de Feridas – Objetivo: instrumentalizar o enfermeiro para avaliação clinica e sistemática de feridas de diferentes etiologias, oferecendo subsídios para a documentação e registro da ferida. Nessa estação, o profissional conheceu diferentes instrumentos para avaliação de feridas e obteve orientações  sobre como realizar uma avaliação clínica da ferida e como documentar feridas na ausência de impressos específicos.




                         


      
Estação 2: Planimetria Manual e Curva de Cicatrização - os participantes tiveram oportunidade de aprender e  realizar a planimetria manual  de feridas, utilizando ferramentas para avaliar a dimensão da ferida, bem como acompanhar sua evolução e elaborar a curva de cicatrização. Apresentação do acetato e orientação sobre sua utilização para planimetria manual; cálculo prático da área da ferida por meio da planimetria manual em modelos fotográficos de ferida; inserção das áreas da ferida na curva de cicatrização







Estação 3: Planimetria Digital - os presentes conheceram e treinaram na prática o método da planimetria digital de feridas, avaliando a dimensão da ferida, bem como acompanhando sua evolução e elaborando a curva de cicatrização. Após a apresentação do programa Image Tool e orientação sobre o manuseio do programa, os participantes realizaram cálculos práticos da área da ferida no programa de planimetria digital e a inserção das áreas da ferida na curva de cicatrização.