sexta-feira, 26 de maio de 2017

Dois novos tratamentos para câncer gástrico são apresentados durante a conferência


Professor italiano Dr. Federico Coccolini, , durante sua aula

Os avanços no tratamento voltado ao câncer gástrico avançado no estômago foram apresentados durante o Congresso Inter Gastro & Trauma pelo médico e professor italiano dr. Federico Coccolini, renomado cirurgião do aparelho digestivo e trauma do Hospital Papa Giovanni XXIII, considerado um grande centro de tratamento regional.

Durante a sua palestra, o gastrocirurgião, que atua no Centro de Tumores do Hospital de Câncer de Bérgamo (Itália), apresentou dois novos e eficientes tratamentos na área, ainda inéditos no Brasil. Ele mostrou uma experiência em pacientes com câncer gástrico avançado com metástase peritoniais, também nomeados carcinomatoze peritonial.

De acordo com ele, este tipo de tratamento é possível em casos selecionados. A escolha é feita de acordo com a condição clínica do paciente e são levados em conta fatores como idade e condições nutricionais boas. Para se candidatar ao tratamento, o paciente não pode ter doenças respiratórias em decorrência do cigarro ou doenças hepáticas decorrentes da ingestão de álcool por longo período de tempo.

O tratamento consiste na realização de quimioterapia intraperitonial, que é a injeção de determinados quimitoriápicos, injetados na cavidade peritonial, usando recursos da vídeo laparotomia (ou videocirurgia), sem haver a necessidade de abertura do abdômen para colocação de tubos dentro da cavidade. “Com este tratamento local é possível controlar melhor a doença e dar sobrevida ao paciente”, explicou.


Para o professor e também gastrocirurgião da Unicamp, dr. Nelson Adami Andreollo, que presidiu a mesa nesta conferência, estes novos produtos apresentados pelo especialista italiano ainda não estão disponíveis no Brasil. “Estes produtos que ele mostrou ainda não existem aqui e o custo é bastante elevado, mas esperamos que em breve será possível ter acesso a eles”, explicou.

O segundo método de tratamento abordado pelo especialista é a hipertermia intraperitonial, que consiste em remover parte do peritônio e associar à quimioterapia hipertérmica. Isto ajuda a controlar a doença, provocando a morte às células neoplásticas.

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