sexta-feira, 26 de maio de 2017

H. pilory - perspectivas do novo consenso brasileiro foi um dos temas discutidos durante o IG&T2017

Convidados participantes do painel sobre H.Pylori, no IG&T 2017
As perspectivas do novo consenso brasileiro sobre H.Pylori foi um dos temas de destaque da programação da "Endoscopia Digestiva", durante o Intergastro & Trauma 2017.  O painel reuniu especialistas que fazem parte do Núcleo Brasileiro para o Estudo do H.pylori , tendo como moderador Antônio Frederico Novais Magalhães (Campinas/SP) e os debatedores Aloísio Antonio Costa Leite Carvalhaes (Campinas/SP) e José Pedrazzoli Junior (Bragança Paulista/SP).

De maneira informal, convidados e plateia interagiram durante as discussões, abordando as principais perguntas e respostas para os temas previamente levantados. Confira abaixo, os principais pontos abordados: 

Pesquisar Sempre? 
Segundo os especialistas, a avaliação do histórico do paciente também deve ser considerada durante o diagnóstico.

Como Pesquisar? 

  • Os médicos devem seguir as orientações do consenso atual, mas também considerar que hoje há técnicas menos invasivas. 
  • 35% dos exames são realizados devido à presença de refluxo. Os consensos são baseados na prática clinica de primeiro mundo. Só se deve solicitar o exame de endoscopia quando existe um motivo bastante grande para investigar uma doença. As endoscopias são geralmente realizadas a partir dos 40 anos. Em jovens, por exemplo, não se costuma realizar esse exame. Em um paciente bem triado, fazer 5 biópsias.  

Tratamento  

  • Atualmente,  de acordo com o consenso, trata-se sempre, a não ser que haja uma contraindicação ou quando o paciente não quer realizar o tratamento.
Como tratar

  • O consenso brasileiro atual fala em esquema tríplice de 10 a 14 dias. 
  • Qual bloqueador de bomba é indicado também faz parte das atuais discussões, os mais antigos não teriam uma eficácia tão boa como os atuais. 
  • A aderência do paciente ao tratamento é fundamental. O médico deve orientar detalhadamente o paciente.  
  • Não se pode pensar o Brasil como um todo, deve-se diferenciar por regiões, o próximo consenso deverá considerar caso a caso.
  • Testes positivos antes de 1 ano, muito provavelmente foi uma falha de tratamento. Após 1 ano, pode -se pensar em uma reinfecção.
  • Para o novo consenso,  é possível que seja indicado o tratamento para 14 dias
  • kits - convidados acham que ainda há espaço para os kits , porém o novo consenso poderá orientar. 
  • Como é caso a caso, há pacientes que nunca conseguem erradicar, nesses casos.
  • Tentativa em 3 vezes.  se já não deu certo com o kit, fica mais difícil com esquema montado à mão. 
  • Uma dificuldade apresentada são os pacientes com familiares com câncer em primeiro grau, com dois tratamentos sem erradicar. Porém, por causa da hereditariedade, vale insistir. 
  • Discutiu-se ainda o uso de IBP antes do início do tratamento com os antibióticos.
Erradicar Sempre? 

Foram discutidos quais são os melhores esquemas e alternativas para erradicar, levando em conta casos de pacientes alérgicos, custo, etc. Foram discutidos durante o painel como realizar o manejo do Hpylori Resistente  e Controle Pós-Erradicação 

Dr Marcelo Amade Camargo, presidente do IG&T 2017
durante as discussões do painel
Para acompanhar as últimas notícias sobre o tema, acesse:
Núcleo Brasileiro para o Estudo do H.pylori

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